Analise os seus hábitos alimentaresSe durante grande parte do ano a maioria das pessoas não se preocupa, nem com a qualidade dos alimentos que ingere, nem com a prática de exercício físico, de repente, com a chegada do tempo da roupa leve, surge a consciência de que, afinal, para cada acção existe sempre uma reacção.
Os quilos a mais surgem (quase sempre) como uma reacção ao consumo excessivo de determinados alimentos e ao sedentarismo.
Para começar a modificar as suas acções, e obter uma reacção positiva, ficam algumas dicas no sentido de mudar hábitos de vida (alimentares, de actividade física, pensamentos, etc.....).
1. Dê mais atenção aos alimentos que come, bem como ao acto de comer.
Quando estiver a tomar uma refeição, sinta-se suficientemente ocupado e não se distraia com outras actividades como a leitura ou a televisão. Dessa forma estará mais consciente do que já comeu. Tente “sentir” o bem que os alimentos que está a comer provocarão no seu organismo.
2. Evite a alimentação automática, impulsiva e distraída.
Se é verdade que não deve passar mais de 3 horas (no máximo 3,5h) sem comer, também não é mentira que deve fazer um intervalo suficiente entre as refeições, para que a digestão se complete.
Não coma sem necessidade, só porque os outros estão a comer.
3. Identifique os factores que o levam a comer em excesso.
É importante que consiga distinguir se está com fome ou se se trata simplesmente de gula ou vontade de comer. Procure resistir aos desejos que o levam a comer em excesso. Pouse os talheres no prato entre cada garfada, mastigue demoradamente os alimentos e coma com calma, num ambiente tranquilo. Após a refeição, quando sentir que já comeu o suficiente, levante-se da mesa para não ser tentado a repetir.
4. Mantenha em local visível os alimentos saudáveis.
Recheie a sua fruteira com fruta da época, abasteça o frigorífico com legumes frescos, iogurtes e queijos magros. Faça uma lista de compras antes de sair de casa e compre apenas o que tiver estabelecido como necessário. Evite comprar alimentos que sabe serem muito calóricos (bolos, chocolates, bolachas doces, maionese, etc.) e/ou mantenha-os fora da sua visão. Nunca vá fazer compras (alimentares) com o estômago vazio.
5. Analise o seu padrão alimentar habitual: identifique os pontos positivos e os negativos.
Não dê demasiada importância ao seu peso, valorize antes o seu comportamento e as alterações alimentares. A diminuição do peso será uma consequência a curto/médio prazo. Não deve ter pressa nem estabelecer objectivos pouco realistas para a sua perda de peso. Não persiga metas impossíveis ou pesos ideais: peso ideal é aquele que consegue atingir e manter de forma saudável, sem passar fome.
Pese-se, no máximo, uma vez por semana e faça um registo gráfico do peso.
6. Durante um dia “normal”, anote tudo (mas mesmo tudo!) aquilo que comer.
No fim do dia faça a sua crítica e veja se não poderia ter feito opções mais saudáveis. Ao ver escrito tudo o que comeu, terá mais consciência dos pequenos (ou grandes) erros.
7. Planeie a sua actividade física, de preferência com orientação profissional.
Mantenha um diário de exercícios, anotando cada actividade física, especificando a duração. Lembre-se de todos os benefícios do exercício físico, que não se limitam ao gasto calórico. Procure caminhar mais a pé, da forma que achar mais prazerosa.
8. Lembre-se sempre que o seu objectivo principal é a mudança de hábitos de vida.
Os seus antigos hábitos contribuíram para que engordasse. Quando, por um descontrole, exagerar nas calorias, não desanime. Recupere rapidamente e controle a situação. Não confunda um tropeço com o fracasso do tratamento. Tente manter sempre o equilíbrio psicológico, por mais motivos que tenha para se sentir ansioso.
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