quarta-feira, 30 de março de 2011

NEM TUDO O QUE É INTEGRAL É BOM!

Pior do que achar que os produtos integrais não engordam e que podem ser consumidos indiscriminadamente, é achar que até emagrecem. E estas crenças contribuem para o aumento do peso de milhares de adeptos!
A falsa ideia de que o pão engorda, aliada ao facto de se saber que a fibra é essencial ao bom funcionamento intestinal e dá uma sensação de saciedade, é utilizada pela maior parte dos fabricantes de bolachas e de outros produtos derivados dos cereais, de forma abusiva e enganadora.
São inúmeras as embalagens de bolachas com grandes títulos a enfatizar a presença de fibra, com a palavra “integral” destacada, como que a prometer “comam bolachas e sejam magros”!!
Mas o que os fabricantes não dizem é que, para além da fibra (que nem sempre é tanta assim), as bolachas são riquíssimas em gorduras vegetais hidrogenadas e em açúcar (também chamado de açúcar amarelo, açúcar invertido, xarope de glucose, frutose, etc.).
De que são feitas as bolachas?
Vamos analisar o rótulo de umas “bolachas integrais com maçã”, quer em relação à lista de ingredientes, quer em relação à informação nutricional. De referir que este é apenas um exemplo, mas as diferenças entre as várias marcas são mínimas.
Na lista de ingredientes encontramos, por ordem decrescente, os ingredientes que serviram de base para fabricar as bolachas:
  • Farinha de trigo integral
  • Gordura vegetal hidrogenada (o 2º ingrediente, ou seja, o que aparece em maior quantidade logo após a farinha)
  • Farinha de trigo enriquecida (em vitaminas e minerais)
  • Açúcar amarelo
  • Açúcar invertido
  • Sumo de maçã em pó (1,3%, ou seja, uma quantidade ínfima)
  • Leite em pó magro
  • Fibra alimentar (inulina)
  • Levedantes (hidrogenocarbonato de cálcio e de amónio)
  • Sal
  • Aroma idêntico ao natural
O que lhe oferecem as bolachas, para além da fibra?
Vamos analisar nutricionalmente 100g dessas bolachinhas.
Imagine que, ao longo do dia, come 1/3 do pacote destas bolachas (aproximadamente 100g), o que não é difícil de acontecer!
Pois bem, nessa quantidade de bolachas (100g) existem 479 calorias.
Se está a fazer uma dieta de 2000 calorias, por exemplo, veja o que representam estas bolachas. São quase ¼ das calorias que pode comer ao longo do dia, e ainda deve contabilizar os lacticínios, a fruta, a carne/peixe, arroz/massa, legumes,...
Para ingerir essa quantidade de calorias teria que comer mais de 4 carcaças simples. Uma carcaça pesa 45g e tem cerca de 110 calorias.
Após comer 100g de bolachas terá ingerido 2g de fibra, o que é muito pouco, tendo em conta a recomendação de consumo de 20-35g de fibra diariamente. Se precisássemos das bolachas integrais para obter a fibra recomendada teríamos que comer alguns pacotes por dia...e a que preço, para a carteira e para a saúde!
Outras marcas apresentam teores de fibra, por 100g, maiores (até 6-8g), mas a quantidade de gorduras e, em alguns casos, de açúcar, que essa fibra arrasta não justifica que se comam bolachas para obtenção de fibra.
Uma alimentação que contenha fruta, legumes e vegetais, sopa, pão de mistura ou integral e/ou cereais prontos a consumir com fibras e leguminosas, fornecerá a quantidade de fibra necessária ao seu corpo.
Ao analisar o rótulo das bolachas vemos que têm 22,2g de gordura por cada 100g de produto. Ora veja só que o pão, se não lhe adicionar manteiga, margarina ou outro alimento qualquer, possui menos de 2g de gordura. Isto só vem provar que não é o pão que engorda, mas sim os alimentos que o acompanham.
E com isto não pretendo dizer que não deve comer bolachas pois se o fizer com conta, peso e medida, não terá qualquer problema. Lembre-se apenas que não são tão leves como parecem (pelo menos em termos de calorias) e que, dada a facilidade com que se comem, podem ser uma armadilha para a linha.
E uma coisa é gostar das ditas bolachas, outra coisa é achar que são melhores que o pão. Isso, nunca!
in http://www.florbelamendes.net/

terça-feira, 15 de março de 2011

Dieta Mediterrânica Reduz Risco de Sindrome Metabólica

Estudo “Journal of the American College of Cardiology”
A dieta mediterrânica, muito conhecida pelos seus efeitos benéficos na saúde do coração,
também reduz o risco de síndrome metabólica, dá conta um estudo publicado no “Journal of
the American College of Cardiology”.
A dieta mediterrânica é um padrão de dieta caracterizado pelo elevado consumo de ácidos
gordos monoinsaturados, sobretudo provenientes das azeitonas e azeite; consumo diário de
frutas, legumes, cereais integrais e lacticínios com baixo teor de gordura; consumo semanal de
peixe, aves, frutos secos e legumes; um consumo relativamente baixo de carnes vermelhas e
um consumo moderado de álcool por dia, normalmente às refeições.
Segundo Demosthenes Panagiotakos, a dieta mediterrânica é uma das dietas mais bem
conhecidas e estudadas, tendo sido associada à diminuição da mortalidade devido a menor
risco de doença cardiovascular, diabetes tipo 2, obesidade e alguns tipos de cancro.
Para este estudo, os investigadores Universidade de Atenas, na Grécia, analisaram os dados
de cerca de 50 estudos publicados, que incluíram a participação de um total de mais de 500 mil
indivíduos. Entre outros resultados, o estudo constatou que a adopção deste tipo de dieta não
só diminui o risco de síndrome metabólica como também apresenta efeitos benéficos para os
parâmetros que definem esta condição, nomeadamente perímetro abdominal, níveis de
colesterol HDL, níveis de triglicerídeos, pressão arterial e metabolismo da glicose.
O investigador revela que estes resultados vão ao encontro dos já existentes, demonstrando o
papel protector e a importância dos hábitos alimentares, principalmente quando se trata de
desenvolvimento e progressão da síndrome metabólica.
Assim, Demosthenes Panagiotakos sugere a adopção de um padrão alimentar saudável, como
a dieta mediterrânica, bem como a promoção de um estilo de vida activo. Este seria, na sua
opinião, um marco no desenvolvimento de estratégias de saúde pública para a prevenção da
síndrome metabólica. O investigador acrescentou ainda que, tendo em conta os recursos
financeiros limitados que muitos países enfrentam, uma alimentação saudável parece ser um
meio eficaz e acessível para a prevenção das doenças cardiovasculares. Além dos diferentes
benefícios para saúde, este tipo de dieta pode ainda ser facilmente adoptado por todas as
populações e culturas.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.