segunda-feira, 21 de novembro de 2011

COMER DEMAIS: SAIBA COMO EVITÁ-LO

Para manter um regime saudável há que saber fugir das situações em que a tentação é mais forte

O nosso desejo por sal, açúcar ou gordura começou quando o homem ainda vivia nas cavernas e caçava a sua comida. Estes três nutrientes existiam em muito pequenas quantidades o que fez com que, já nesses tempos, os nosso antepassados tivessem desenvolvido uma certa compulsão por esses alimentos, porque lhes ofereciam saciedade e energia. No entanto, nessa altura, não existia abundância alimentar que hoje nós vivemos e, por isso, antigamente, as pessoas não tinham excesso de pessoa.
Cinco ocasiões de risco
 Com esta preocupação em mente, um especialista em nutrição e modificação comportamental desenvolveu um conjunto de estratégias comportamentais que promovem a redução do consumo de calorias menos saudáveis. Brian Wansink, autor do livro “Comer sem Pensar”, identificou cinco situações em que as pessoas estão particularmente em risco de ingerir grandes quantidades de alimentos. A essas cinco ocasiões perigosas atribuiu nomes: o excesso de refeições; a loucura dos petiscos; a tentação dos restaurantes, a compulsão nas festas e o jantar ao computador.  
O excesso das refeições
Para reduzir a comida a mais que ingerimos ao almoço e jantar, o autor sugere que utilizemos um prato pequeno e que, preferencialmente, nos devemos servir a partir do fogão e não trazer a travessa para a mesa. A investigação realizada neste trabalho permitiu perceber que as pessoas comiam 22% menos num prato pequeno do que num prato grande.

A loucura dos petiscos
Para reduzir a gula pelos petiscos, o ideal será mantê-los longe do seu alcance. A distância força-o a pensar antes de petiscar. Este comportamento reduz a ingestão diária de 125 calorias. Lembre-se : 125 Kcal por dia dão 875 Kcal por semana e 3500 Kcal por mês, o que corresponde a um aumento de 0,5 Kg do peso corporal.

A compulsão nas festas  
Manter a distância aplicasse também às tentações que estão disponíveis numa festa. Para além de se manter longe, não deverá colocar mais do que dois alimentos no seu prato de cada vez que se dirige á mesa. Deverá começar pelos alimentos menos calóricos. Caso existam vegetais é por ai que tem de iniciar a refeição.

A tentação dos restaurantes
O autor refere ainda que deverá estar concentrado no seu plano alimentar quando almoça ou janta num restaurante. Caso lhe seja muito difícil resistir, deverá fazer refeições em casa o maior número de vezes possível. O restaurante será apenas o seu momento de excepção.

O jantar ao computador
Deverá criar momentos próprios para fazer as suas refeições. Nunca deverá consumir alimentos enquanto trabalha ou está a ver televisão. A sua tentação estará focada nesses dois aspectos e perderá a noção do que está a ingerir, acabando por comer sem consciência das quantidades, frequentemente muito mais do que devia.

Wansink, autor de “Comer sem Pensar”, aconselha as pessoas a não tentarem modificar todos os comportamentos ao mesmo tempo. O sensato será tentar alterar só dois de cada vez. Segundo o livro, se as pessoas conseguirem manter as alterações um par de meses, será mais fácil promover as outras.
DICAS QUE FAZEM A DIFERENÇA
  • Não vá para as festas com fome
  • Faça lanches ricos em proteínas e gordura saudável, são mais saciantes. Coma, por exemplo meia mozarela e cinco tomates cherry
  • Beba batidos proteicos com pouco hidratos de carbono nos lanches da manhã e da tarde
  • Faça exercício regularmente, ajuda-o a controlar o apetite
  • Coma devagar, de cada vez que levar alimentos à boca pouse os talheres
In TV Mais de 18 a 24 de Novembro 2011-Os conselhos de TERESA BRANCO fisiologista de “Peso Pesado”

domingo, 20 de novembro de 2011

Aumento de Colesterol na Infância Preocupa Estados Unidos

Doença cardíaca na infância, em conseqüência da obesidade, começa a alarmar a população dos Estados Unidos. De acordo com o resultado de novas pesquisas, que foram apresentadas em congresso no último fim de semana, em Orlando (Flórida), crianças entre nove e 11 anos de idade já aparecem com colesterol alto e espessamento da artéria do pescoço para espanto dos profissionais da área médica.Segundo os novos estudos, a tendência à obesidade teima em persistir nos EUA e cada vez mais cedo. Não bastassem os altos índices de sobrepeso por conta de uma alimentação excessivamente calórica, principalmente na classe média, sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre outros, que só apareciam na fase adulta, já são encontrados na garotada norte-americana.
Orientações Anteriores
Um estudo mais detalhado, realizado em escolas de West Virginia, evidenciou que as orientações anteriores para as crianças desconheciam o histórico familiar. Assim mesmo, os exames revelavam níveis elevados de colesterol, especialmente de LDL (o colesterol ruim), em cerca de 10% das crianças.
Estima-se, no entanto, que menos de 1% dos pré-adolescentes analisados sob essa orientação, poderão precisar de medicamentos para diminuir oLDL, mas os especialistas esperam que os exames reforcem a recomendação de exercício e o aconselhamento sobre dieta.
Agravantes
Segundo a Dra.
Lilian Zaboto, pediatra do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, o aumento de peso é um fator agravante não só para aumento dos índices de colesterol, mas também de triglicérides e desenvolvimento de diabetes tipo 2 por aumento nos níveis de glicemia.
“A obesidade associada com algumas destas co-morbidades, aumenta o risco de doenças cardíacas, como infarto e AVC, em adultos jovens. Portanto, realizar estes exames aos nove ou dez anos deve realmente ser uma rotina em qualquer paciente, mesmo sem aumento de peso e principalmente se houver histórico familiar positivo para estas doenças”, explica.
Na opinião da Dra. Lilian, estes exames também devem ser realizados nas crianças mais novinhas, assim que comecem a aumentar de peso.


“Como a alimentação tem sido mais rica em gordura, sais e açúcares, devido ao grande consumo de alimentos industrializados e fast-foods, cada vez mais presenciamos no consultório crianças, de até dois anos de idade, com aumento de colesterol e/ou triglicérides, ainda que não estejam acima do peso”, revela.
Para a doutora, mesmo que a criança tenha um peso normal, mas tiver história familiar de infarto, diabetes ou hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia, estes exames devem ser realizados antes dos nove ou dez anos de idade.

domingo, 13 de novembro de 2011

Causas e consequências da obesidade

Sabia que, depois do tabagismo, a obesidade é considerada como a segunda causa de morte passível de prevenção?

A obesidade é uma doença! Mais, é uma doença que constitui um importante factor de risco para o aparecimento, desenvolvimento e agravamento de outras doenças.
Há tantas pessoas obesas a nível mundial que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou esta doença como a epidemia global do século XXI.

O que é a obesidade?

De acordo com a OMS, a obesidade é uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde.

É uma doença crónica, com enorme prevalência nos países desenvolvidos, atinge homens e mulheres de todas as etnias e de todas as idades, reduz a qualidade de vida e tem elevadas taxas de morbilidade e mortalidade.

A obesidade acarreta múltiplas consequências graves para a saúde.

Quais são os tipos de obesidade?
  • Obesidade andróide, abdominal ou visceral - quando o tecido adiposo se acumula na metade superior do corpo, sobretudo no abdómen. É típica do homem obeso. A obesidade visceral está associada a complicações metabólicas, como a diabetes tipo 2 e a dislipidémia e, a doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, a doença coronária e a doença vascular cerebral, bem como à síndroma do ovário poliquístico e à disfunção endotelial (ou seja deterioração do revestimento interior dos vasos sanguíneos). A associação da obesidade a estas doenças está dependente da gordura intra-abdominal e não da gordura total do corpo.
  • Obesidade do tipo ginóide - quando a gordura se distribui, principalmente, na metade inferior do corpo, particularmente na região glútea e coxas. É típica da mulher obesa.
O que causa a obesidade?

O excesso de gordura resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia dispendida. Os factores que determinam este desequilíbrio são complexos e podem ter origem genética, metabólica, ambiental e comportamental.

Uma dieta hiperenergética, com excesso de gorduras, de hidratos de carbono e de álcool, aliada a uma vida sedentária, leva à acumulação de excesso de massa gorda.

Existem provas científicas que sugerem haver uma predisposição genética que determina, em certos indivíduos, uma maior acumulação de gordura na zona abdominal, em resposta ao excesso de ingestão de energia e/ou à diminuição da actividade física.

Quais são os factores de risco?
  • Vida sedentária - quanto mais horas de televisão, jogos electrónicos ou jogos de computador, maior a prevalência de obesidade;
  • Zona de residência urbana - quanto mais urbanizada é a zona de residência maior é a prevalência de obesidade;
  • Grau de informação dos pais - quanto menor o grau de informação dos pais, maior a prevalência de obesidade;
  • Factores genéticos - a presença de genes envolvidos no aumento do peso aumentam a susceptibilidade ao risco para desenvolver obesidade, quando o indivíduo é exposto a condições ambientais favorecedoras, o que significa que a obesidade tem tendência familiar;
  • Gravidez e menopausa podem contribuir para o aumento do armazenamento da gordura na mulher com excesso de peso.
Que consequências para a saúde acarreta a obesidade?
  • Aparelho cardiovascular - hipertensão arterial, arteriosclerose, insuficiência cardíaca congestiva e angina de peito;
  • Complicações metabólicas - hiperlipidémia, alterações de tolerância à glicose, diabetes tipo 2, gota;
  • Sistema pulmonar - dispneia (dificuldade em respirar) e fadiga, síndroma de insuficiência respiratória do obeso, apneia de sono (ressonar) e embolismo pulmonar;
  • Aparelho gastrintestinal - esteatose hepática, litíase vesicular (formação de areias ou pequenos cálculos na vesícula) e carcinoma do cólon;
  • Aparelho genito-urinário e reprodutor - infertilidade e amenorreia (ausência anormal da menstruação), incontinência urinária de esforço, hiperplasia e carcinoma do endométrio, carcinoma da mama, carcinoma da próstata, hipogonadismo hipotalâmico e hirsutismo;
  • Outras alterações - osteartroses, insuficiência venosa crónica, risco anestésico, hérnias e propensão a quedas.
A obesidade provoca também alterações socio-económicas e psicossociais:
  • Discriminação educativa, laboral e social;
  • Isolamento social;
  • Depressão e perda de auto-estima.
Como se previne a obesidade?
  • Dieta alimentar equilibrada;
  • Actividade física regular;
  • Modo de vida saudável.

sábado, 12 de novembro de 2011

Atividade Física Reduz Ação de Gene da Obesidade

O gene FTO, ligado à obesidade e ao acúmulo de gordura, pode ter sua ação diminuída em 30% através da rotina de atividades físicas. A descoberta, realizada por médicos britânicos, acaba de ser divulgada na publicação científica “PLoS Medicine”.
De acordo com o estudo, o risco de desenvolver a obesidade foi reduzido entre os adultos que tinham o gene FTO, mas eram fisicamente ativos, fazendo pelo menos 30 minutos deexercícios físicos, cinco dias por semana.
Após extensa revisão da literatura sobre obesidade, os autores da pesquisa convidaram especialistas que já haviam estudado o FTO a participarem desse novo estudo, que analisou mais de 218 mil adultos.
Cerca de 3/4 dos participantes da pesquisa eram fisicamente ativos e o risco de ficar obeso diminuiu em 22%. Já os que tinham o gene e não se exercitavam tinham 23% mais chances de desenvolver a doença.
Segundo uma das autoras do estudo, Ruth Loos, epidemiologista da Universidade de Cambridge, a descoberta mostra que mesmo os que já estão predispostos à obesidade são sensíveis aos benefícios de atividades físicas. Dessa forma, não se pode culpar apenas a genética pelo excesso de peso.
O médico J. Lennert Veerman, da Escola de Saúde da População da Universidade de Queensland, na Austrália, compartilha a mesma opinião da Dra. Ruth Loos. Para ele, uma dieta saudável e exercícios produzem o efeito desejado no combate ao sobrepeso, mesmo que a genética tente atrapalhar.
E mesmo que
a redução dos riscos de desenvolver obesidade tenha sido a mesma, independente de sexo ou raça, a pesquisa evidenciou que os efeitos eram mais nítidos entre osnorte-americanos do que entre os europeus. Na opinião da Dra. Loos, a diferença pode ser entendida por uma série de fatores, como o tipo de exercício físico praticado em cada continente.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

SERENOA REPENS CONTRA HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA

Uso da serenoa repens na fitoterapia

A serenoa repens é usada principalmente para sintomas urinários associados ao aumento da próstata, também chamado de hiperplasia prostática benigna. Serenoa repens também é usada para outras condições médicas, como dor pélvica crônica, desordens da bexiga, diminuição no desejo sexual, perda de cabelo e desequilíbrios hormonais.